quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

NOSTALGIA

Alguns não sabem, outros ouviram falar e muitos, talvez, ainda lembram da TV preto e branco, surgida no Brasil na década de 50 e sobrevivendo a meados de 70, quando deu lugar à TV em cores e demais avanços. Pode-se dizer que ela foi a bisavó da TV atual.
Os televisores daquela época funcionavam com parte das peças dependente de aquecimento elétrico (válvulas), cuja durabilidade era limitada. Os aparelhos, à espera do aquecimento total, tinham um retardo considerável até funcionar, mas o ineditismo da tecnologia fascinava a todos, embora houvesse um número restrito de lares onde havia TV. O produto, contudo, popularizou rapidamente.
Na época da P & B, a imagem abaixo marcou. Ela surgia quando a emissora iniciava as transmissões, antecedendo a programação. A propósito, a estação permanecia poucas horas NO AR, tempo este dilatado com o passar dos anos, até chegar às atuais 24h. Podem acreditar, inicialmente havia apenas um CANAL! Imaginem se ainda fosse assim.
A nostálgica e simpática figura abaixo - "carta padrão" - foi utilizada durante longo tempo pela extinta TV Tupi e sua filiada no RS, a pioneira TV Piratini, canal 5. Com ela era possível ajustar os televisores, obtendo melhor visualização e desempenho linear.
A fim de ilustrar disponibilizo a vinheta destinada a anunciar "A PRÓXIMA ATRAÇÃO" daquele canal. Alguém ainda lembra?

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

TO BE OR NOT TO BE...

Quantas vezes somos expostos a situações onde o embaraço se sobressai, distorcendo a honorabilidade, a educação, os bons costumes, a integridade, a moral e o caráter, entre outras qualidades (virtudes), se expostos a injúrias, patrocinadas por fatos alheios ao nosso conhecimento, oriundos de anônimos, ou pseudo-desconhecidos, na maioria das vezes ocultados sob o manto da falsidade ideológica, valendo-se dela para despertar uma falsa coragem e, à luz desta, interferir na vida alheia, notadamente quando o bem-estar e a felicidade dos outros parecem incomodar... Tal comportamento é típico de atroz distúrbio mental, do tipo nocivo, mas cientifica ou clinicamente tratável, afinal, aparentemente doentio.Vc já passou por isso? Pois é, certa vez alguém me contou um fato com esta conotação e cujo efeito foi quase desastroso, não fossem a força e a lucidez dos atingidos, ou seja, as vítimas.Não tenho e jamais tive a pretensão de ser um terapeuta, capaz de tratar dessas complexidades patológicas. Todavia, como já enunciavam nossos ancestrais, "de médico e louco todos temos um pouco": assim, ouso dizer que tal postura visa - sem sombra de dúvida - algum objetivo, obviamente obtuso, onde os meios induzem justificarem os fins, ou, até mesmo, o contrário, os fins justificarem os meios...Que me desculpem os leitores, está-se diante de comportamento sórdido, funesto, típico de mente insana ou, quem sabe, em adiantado estado de decomposição: podre, noutras palavras. Narro uma situação corrente, ou seja, do dia-a-dia, a qual pode envolver quaisquer pessoas, cuja arquitetura da maldade tenciona desestruturar até mesmo os mais bem projetados alicerces, a menos que seus construtores tenham luz, energia e amor para impedir tais intenções, barrando o efeito e, pela sorte, a causa, frustrando o criador e criatura. Também já fui alvo de tal situação, mas o maquiavelismo se recolheu à própria insignificância, demonstrando, a curto prazo, fragilidade diante do bem e da decência, binômio que sempre impera, bradando mais alto. Assim, as más intenções - espalhadas pelo mundo e mentes escrementadas, quando enfrentadas com inteligência e lucidez, sempre ficarão às margens da drenagem pública e rejeitadas até mesmo pelos detritos da própria correnteza, não se identificando nem mesmo com estes, isto é, "to be or not bo be"...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

FÉRIAS - FINAL

Segundo dizem, "o que é bom dura pouco", inclusive férias...
Pra encerrar a modesta série ficarão algumas imagens, entre elas a do famoso Castelinho de Imbé. Como a obra é pouco divulgada, nem todos a conhecem, por isso merece ser mostrada, pois o bom gosto do idealizador surpreende e agrada, transportando a imaginação a muitos horizontes, entre eles o de que "juntos vamos contruir um castelo". Confiram, é bonito mesmo. As demais fotos são o resultado da inspiração...

FÉRIAS V

Evidentemente que o mar também fez parte das férias, embora a sujeira da água, confundida com iodo, desestimulava qualquer ensaio de banho, salvo àqueles mais encorajados, hehehe... Todavia, a exceção aconteceu, mas somente num dia. A hospedagem foi numa colônia de férias tranquila, a uma quadra do mar, com acomodação e refeições muito boas. A praia era Albatroz!

FÉRIAS IV




Percorrendo a Estrada do Mar (sul-norte), observa-se a notória diferença social que margeia a rodovia, tal qual o côncavo e o convexo. Nas proximidades de Atlântida, por exemplo, o contraste é gritante. Frente à frente estão plantados os níveis opostos, separados apenas pelo traçado rodoviário e uma intransponível muralha, certamente protegida pela tecnologia, contrariando a idéia medieval. Mas as fotos falam por si...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

FÉRIAS III










Pois é, circulei muito e vi várias coisas. Entre caminhadas à beira-mar e idas e vindas, foi em Atlântida Sul que encontrei uma Livraria itinerante, oriunda de Uberlândia (MG). O mineiro e proprietário Adjair de Faria traça o país conduzindo seu moderno ônibus literário, devidamente adaptado, como mostram os registros.
O empreendimento é dedicado especialmente à literatura Espírita, reunindo "mais de dois mil títulos", os quais ladeiam o corredor do longo veículo, destacando-se a obra completa de Chico Xavier, entre outras. Adjair, dono de simpatia e simplicidade, teve o cuidado de organizar o acervo com esmero, festejando entusiasmado o sucesso, sem perder a humildade.
Ao apresentar a família (fotos), se emociona, mas faz questão de destacar "a hospitalidade e a receptividade do povo gaúcho".

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

FÉRIAS II

"Mil Coisas"...
Sim, foi como batizei a RS 118, estrada de acesso a Gravataí, RS 30, freeway e litoral sul.
O trecho, embora curto - cerca de 18 km, corta Sapucaia do Sul e Esteio, notabilizando-se pelo caótico desfile de tudo (tudo mesmo!), até veículos (!). Eis a razão do apelido. É um tributo à confusão: automóveis (inteiros ou não), caminhões de todos os tipos, inclusive em condições, motos, carroças, bicicletas, cavalos, vacas, cães, gatos, gambás, ratos, homens (muitos cambaleando), mulheres (até aquelas...), crianças sozinhas, enfim, mil coisas.
Conheço o trecho desde criança e como condutor domino-o há mais de 40 anos, acumulando uma relativa experiência, principalmente depois de acessá-lo praticamente todos os finais de semana, o ano inteiro, por ter um imóvel no litoral. Ir por Porto Alegre ou Taquara também são opções, claro.
Aquela RS, no entanto, é um excelente teste ou treinamento à paciência. Mas como o propósito é não deixar o comentário parecido com a "Mil Coisas" e sim prosseguir, então vamos em frente. Depois de vencer a RS 30, passar por Santo Antônio, onde noutros tempos se fazia parada obrigatória, ou tradicional, chega-se a Osório, a terra dos ventos. Lá satisfiz a vontade, "escalando" o Morro das Antenas, onde tudo é maravilhoso, da notável paisagem aos monumentos às telecomunicações, duas coisas que me fascinam.
O acesso é asfaltado e, embora a subida seja íngreme, é tranquilo. Atinge-se o topo em cerca de sete minutos. Quem conhece sabe, a tela é fantástica, especialmente quando a visibilidade está 5 por 5, pois a visão não tem limites e as imagens são realmente hipnóticas e inesquecíveis.
Desta vez os asadeltistas e seus pássaros gigantes não estavam lá.
Não dá vontade de descer o morro, mas nalgum momento...
Como fotos sempre falam mais do que mil palavras, curtam uma a uma.

Não falei?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

FÉRIAS I

Como muitos, também saí após a virada do ano, dando uma esticada ao litoral, permanecendo lá por uma semana, o que - de certa forma - justifica a ausência, apesar de qualquer lanhouse permitir postar aqui. Mas sabem como é, papo pro ar até nisso... Entretanto, a folga permitiu acumular fotos e material para sustentar assuntos por algum tempo, sendo a maioria de pauta branda (ainda bem!).

Para isso, estou retornando à casa, começando esta série intitulada "Férias", numa sequência indeterminada de partes, começando pela óbvia "I" (número romano fica chique, não?).

A maioria sabe, vários caminhos levam às praias do litoral norte. Num estilo saudosista, a opção foi a RS 30, cuja pista está ótima, apesar de sinuosa em boa parte da extensão. Trafegando nesta rodovia é imediata a lembrança dos velhos tempos, quando era a única alternativa de acesso. Os lugares por onde se passa permanecem os mesmos, entre eles Gravataí, Glorinha, Miraguaia (chamada por alguns de Meio do Mundo), Santo Antônio da Patrulha - famosa pelos derivados da cana-de-açúcar - e Osório, notória pelo vento constante, agora com nome próprio: Energia Eólica, cujos cataventos gigantescos impressionam pelo arrojo. É um caminho onde a monotonia dá lugar à paisagem bucólica, numa espécie de desfile da natureza - entre vegetal e animal. Ah, humanos também, suas casas, tendas e fazendas! Entre as vantagens de viajar por ela, destaco o fato de ser praticamente dono na estrada, pois o fluxo é pequeno, comparando à freeway (freeway?).

Claro que nesta despretensiosa série, a ilustração dará brilho extra ao conteúdo, acendendo os recônditos da memória.

Por hoje é só!

sábado, 3 de janeiro de 2009

A corrida!

"Nossa" Câmara de Vereadores reabriu o hipódromo. Verdade, afinal a acirrada disputa pela cobiçadíssima cadeira da presidência equiparou-se a corrida equina, pois houve de tudo, quem sabe até apostas, haja vista alguns investirem todas as fichas - baseados num suposto acordo ou promessa - no afã de ocupar a cadeira máter do legislativo. Um deles, por exemplo, teve rechaçada esta pretensão pelo presidente eleito, o qual, em entrevista a uma emissora, rebateu o comentário do "colega" inconformadamente derrotado, dizendo literalmente que o adversário "não tem acostumado a perder algumas coisas, mas na política é assim, algumas tu ganha, outras tu perde, eu acho ele amadurecer um pouco melhor ele vai saber entender que aqui é Câmara de Vereadores e aqui todo mundo é concorre à vaga de presidente. Vale quem tiver mais corrida chega lá e tem o apoio dos outros...". Esta manifestação totalmente truncada do "chefe", escorrregando no vernáculo, mostra a qualidade do currículo para ocupar a poltrona das poltronas.
Foi dada a largada e eles continuam lá...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sem palavras!

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009!

O planeta está um ano mais velho, enquanto nossas esperanças foram renovadas.
A cidade se mostra quase vazia, vivendo um clima de feriadão, onde tudo está parado ou devagar. Se pudéssemos vivenciar os demais períodos do ano como o perfil deste dia, sem buzinas, correria, atropelos, ah, que maravilha! O ser humano carece desta calmaria, embora o burburinho apenas mude de lugar, descolando-se, na maioria dos casos, ao litoral. Talvez nem todos sintam a necessidade desta mudança de frequência ou rotação, mas fazendo um balanço do ano que passou, seus calços e percalços, a maioria certamente concorda com a pausa, até porque amanhã tudo recomeça, exceto àqueles que puderam emendar ou usufruir de merecidas e remuneradas férias...

2008 --- 2009

Alguém disse: "faltam só 35 minutos". É assim no mundo inteiro, quando se espera pela meia-noite de 31 de Dezembro ou zero hora do 1° dia do Novo Ano. Embora se repita a cada 365 dias, é sempre mágica a espera pela troca, dando mais um passo rumo ao futuro. A expectativa cresce à medida que diminui a contagem regressiva. Ouvem-se centenas de pipocar aqui, lá ou acolá e vêem-se inúmeros efeitos colorindo como um arco-íris criado pela mão humana, independente do formato diferir do tradicional. São os fogos a riscar o céu, ricos em efeitos brindando os olhos de todos, sejam crianças ou não.

A virada de ano é sempre um marco para todos. Cada um de nós têm um projeto, cabendo à troca do ano alimentar a esperança em momentos ainda melhores. Somos aquilo que projetamos ser, ou seja, aquilo que criamos em nossa mente, para transitar em todos os quadrantes e em quaisquer níveis. As vibrações mágicas da virada de ano estão em nós. Somos, pois, arquitetos da nossa própria trajetória, independente das direções.

Feliz Ano Novo a todos e que possamos somar a energia das preces de cada um, pois com esta união a fé terá realmente força para até mesmo remover montanhas.