sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O GRANDÃO DESLIGOU

... As coisas iam bem, mas houve algo misterioso, porque simplesmente parou tudo: uma espécie de apagão! E o pior, na hora errada, no lugar errado, com o cara errado. Este sujeito, sem entender nada sobre o que estava ocorrendo até então (tal como vc lendo isto aqui), mas já irritado, chamou o gerente (quem sabe leão de chácara), pondo na mesa o assunto, de forma tensa, prenunciando um clima de briga. "Foi desligada, cara", desconversou o responsável. Dali pra frente deve ter sido este o diálogo:
- “Ah,então é assim? Logo agora?"
- “É assim mesmo como tu tá vendo aí e não tem essa de reclamar..."
- “Não tem é? Isso a gente vai ver!"
- “Vai fundo, meu."
Certamente ninguém deve ter compreendido nada até aqui, afinal, está tudo confuso mesmo. Mas logo logo entenderão, creiam!
E os dois personagens continuaram o "bate-papo amigável", todo ele calcado em amenidades, muito embora cada um deles defendendo ferrenhamente o seu lado, em nome da razão individual.
Bom, doravante vamos dar nome aos bois. A "vítima" passa a ser o elemento "A", enquanto o leão de chácara, aliás, gerente, a peça "B".
O senhor "A", desfrutando de outro avanço tecnológico, o famoso celular, faz uma ligação para determinado local e quando lá atendem, deve ter sido mais ou menos esta conversa.
- “Alô! Quero fazer uma queixa”.
Claro que agora já dá para ter uma noção de parte da história.
- “Tudo bem, mas com quem estou falando?"
- “Desculpa, sou o "A".
- “E então, senhor "A", qual o problema?"
- “Acontece o seguinte, desligaram..."
- “Como assim?"
- “Desligaram, ué!"
- “Seja mais claro, desligaram o que e aonde?"
- “Ah, os caras aqui não deixam a gente sair na boa!"
- “Desculpa, senhor A, não entendi... Como assim sair na boa?"
- “Pois é, quer dizer, ããããããã, isto é, bom, na verdade, ou seja, vocês precisam fazer alguma coisa, tomar providência, porque isto é uma barbaridade. Eu tava acumulando um monte, um monte mesmo e daí o cara foi lá e desligou..."
- “Que relato confuso este seu, ainda não entendi nada, desculpa".
- “Seu guarda, eu pago o seu salário..."
- “Tudo bem, mas isto ainda não explica o que o senhor realmente deseja... Tente ser específico!"
- “Bom, é o seguinte, tô aqui no buteco do Zé e tem um monte de gente nas maquininhas caça-níqueis e quando o grandão viu que eu ia saí na boa, com a grana, então ele foi lá e desligou a máquina. Fiquei na mão".
- “Pode deixar, senhor A, as viaturas vão até aí..."
- “Bah, senti firmeza. Valeu seu guarda!"
De fato, o policial que atendeu a ocorrência acionou via rádio algumas viaturas ao local indicado pelo elemento.
Resultado, prenderam todos, inclusive o senhor A...
E as máquinas também...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CIÊNCIA X DOENÇAS: VITÓRIA DA VIDA!

Pesquisadores ligados ao projeto Genoma Humano fizeram a sequência do cromossomo 1, o maior da nossa raça.
Ele possui praticamente o dobro de genes dos demais já pesquisados, equivalente a quase 10% do nosso código genético.
Segundo os cientistas, 3141 genes estão relacionados com cerca de 350 patologias, como o câncer, o mal de Alzheimer e a doença de Parkinson.
Ao todo, o genoma humano tem de 20 a 25 mil genes, sendo a sequência do cromossomo 1 responsável pelo reconhecimento de mais de mil novos genes.
Simon Gregory, líder daquele projeto no Sanger Institute (Inglaterra), afirmou que "a conquista encerra o livro do Projeto Genoma Humano num volume importantíssimo".
Todo este empenho remonta a 1990 e teve, acima de tudo, a intenção de reconhecer as sequências de genes e de DNA responsáveis pelas características humanas.
Todo aquele trabalho, do início à conclusão, envolveu 150 cientistas britânicos e norte-americanos, os quais dedicaram 10 anos ao desafio.
Começam a alargar os passos rumo ao dia em que teremos o "conserto" antecipado, em nível de concepção, dos erros e deficiências genéticas responsáveis por todas as moléstias, sejam elas quais forem.
Atualmente, graças ao empenho científico, boa parte do que já foi descoberto está sendo exitosamente aplicado.
Falta pouco, portanto, para o ser humano nascer perfeito, não se tratando, contudo, estarmos próximos ao "projeto raças superiores", alimentado pela insanidade...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

DA MISS À DIÁRIA

No ano passado, este vereador de Encantado, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes e onde nasceu a miss Brasil Natália Anderle, "investiu" só 37 mil reais em diárias na Câmara, destinados a custear sua participáção num determinado curso em Porto Alegre, no período de 21 a 23 de janeiro de 2009.

Um repórter de televisão - à luz da verdade - lhe questionou sobre o conteúdo do curso. "Aí tu me mata, tem que procurar. Tu me derruba", retrucou o político.
Na verdade, nem teria como ele saber do que se tratava, pois sequer marcou presença naquela atividade, preferindo trocá-la pela maresia e benesses do litoral, "pousando" na praia de Albatroz, onde, inclusive, concedeu entrevista, via celular, ao repórter, sem saber, contudo, estar sendo filmado naquele instante.
"Tô saindo de Porto Alegre, tô indo pro litoral, o curso terminou agora. Tô indo pegar minha família e volto segunda pra sessão", garantiu.
Que tremendo safado e cara de pau!
E toda esta falcatrua teve o abono, em forma de álibi, de outro edil, o qual respaldou o "veranista". Vai ver usufruiu da diária, repartindo-a...
Passado curto espaço de tempo e percebendo a queda da máscara, por ter sido descoberto pela mídia, o "turista litorâneo" - julgando-se espertinho, disse "eu não participei, não me inscrevi no curso e não pequei diária nenhuma".
Ah sim, os legisladores têm nome. Ou pensaram que eu não citaria?
O turista: Roberto da Silva (foto), o Negão da Bila (PMDB).
O álibi ou a testemunha: Jair Tonezer (PMDB).
Enquanto Encantado se orgulha de ser berço da miss Brasil 2008, também economiza para honrar o IPTU, a fim de prover os cofres, recheando-os para garantir e facilitar estas orgias.
Muitos dizem que vão rumar ao norte, mas quando menos esperam são descobertos no sul, embaraçando-se na saia justa e com o rabo preso.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

PESSOAS ESPECIAIS



A cada dia, hora ou minuto há um mundo de assuntos para desfilar por aqui, sejam quais forem.
Particularmente, porém, quero falar hoje sobre pessoas especiais. Quem não tem, na sua vida, pessoas assim, não é mesmo? Não sou diferente, porque também possuo as minhas. E estas identidades, na nossa existência, têm importância permanente, quer pela convivência, quer pelo grau de valor ou proximidade. Tudo, é claro, inicia na célula mater denominada família, onde reside o começo dos começos, tal qual alicerce. É óbvia, no entanto, a existência de distorções, afinal, muitos há que sequer conhecem suas próprias origens (paternidade e/ou maternidade), mas isto é outro problema...
A preservação da família constitui, pois, a essência.
Existem, evidentemente, muitas e muitas exceções. Entretanto, quando a seriedade, o bom senso e o respeito mútuo pelo propósito semeado são observados, não resta dúvida: as intenções e a união se mantêm, mesmo diante de situações supostamente difíceis, afora a ruptura da confiança. Porém, o rompimento dos elos, mesmo justificado como "causa justa" ou necessária, engloba sequelas nem sempre reversíveis, isto é, de difícil retomada e cujos efeitos se instalam, estatisticamente, na prole. Trata-se duma regra praticamente geral. Os exemplos vistos aqui, lá ou acolá atestam isto. É importante, pois, avaliar e ter certeza do grau de confiabilidade de cada ser, evitando, assim, a quebra da credibilidade ali adiante, patrocinando consequências normalmente dolorosas e prolongadas, passíveis até de cuidados complexos.
Por outro lado, mesmo diante duma retomada, na tentativa de recompor os fragmentos, é difícil recuperar o caminho anterior. Admite-se, contudo, a reconstrução de uma nova realidade, seja a partir da tentativa de recomeço ou não, em prol daquela célula inicial...
Viva a família! Viva as pessoas especiais! Viva a felicidade!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

VIOLÊNCIA, ATÉ QUANDO?

Neste comentário não há fatos novos ou fórmulas inéditas. Por outro lado, lamento ilustrá-lo com esta imagem: chocante, porém real e triste.

Muito se tem falado sobre o crescimento e disparo desenfreado da violência, em todos os quadrantes e, até mesmo, naquelas cidadezinhas pacatas, onde todos se conhecem, onde todos sentam à frente das suas casas, onde todos se encontram na praça, onde todos se veem nas Igrejas; enfim, lugares pacíficos. Aliás, ex-lugares pacíficos, infelizmente.
Cada segmento quer explicar, à própria maneira, as causas prováveis desta dura realidade. Entretanto, de que adianta especular tais origens e discuti-las em intermináveis reuniões? A propósito, o burocrata adora este expediente. "Está em reunião", garantem as secretárias.
Os criminosos e a criminalidade atuais têm suas raízes no passado, é claro. Tais origens são, sem dúvida, preocupantes, mas atreladas à Lei de causa e efeito, tão antiga quanto andar à frente.
Houvesse hoje uma dedicação consistente e constante, estaríamos diante do paliativo mais eficaz contra o continuismo de tudo isto amanhã. Não se trata de necessidade urgente, mas IMEDIATA. Somos capazes, podemos conseguir, basta querermos!
Vivemos numa aldeia onde a delinquência está viva, sobrepondo-se às fragilidades da Lei. Lei?...
Uma essência é garantida, nossa vida à mercê do crime não mudará antes de muitas gerações vindouras. E para pacificar o futuro, é mister preparar a criança de hoje com seriedade absoluta e verdadeira, sem finalidades obtusas. Noutras palavras, não as usar como trampolim eleitoreiro ou filantropia barata e maquiada da mídia, cujos resultados rumam ao desconhecido. Se é que rumam...
Seriedade e vontade formam o binômio capaz de reconstruir um novo amanhã, calcado, acima de tudo, na educação, começando pelo lar, pela família. Nem sempre as crianças compreendem algumas posturas dos seus pais, especialmente quando estes lhes tentam transmitir ensinamentos essenciais de educação, postura e comportamento. Com o respaldo do diálogo familiar, sempre haverá um momento de comunhão de idéias, embora seja tarefa árdua. No entanto, preparando o alicerce infantil no lar, à luz de bons exemplos e palavras amigas, certamente se terá compreensão
Se há gente de bem, deve haver uma razão.
Sem dúvida, tudo isso já se leu, viu ou ouviu. Entretanto, quanto mais martelarmos nesta tecla, antes de quebrá-la, maior será o eco capaz de plantar sementes sadias, destinadas a alimentar e sustentar nossos herdeiros.
Reflita!

NOSSO FUTURO CHEGA EM 2014

Enquanto os futebolistas de plantão discutem, em caráter internacional, quais as cidades e respectivos estádios serão palcos dos jogos da Copa do Mundo de 2014, a ser disputada no Brasil, muitos daqui fazem parte do cenário do desemprego, da fome e outras adversidades, podendo sequer ingressar nas arenas da bola ou de outros entretenimentos, entre eles o mundo do circo. Todavia, as diversões são e sempre foram válidas, desde os tempos do Coliseu... Constituem, pois, uma necessidade, mas nem sempre premente.
Embora o Rio Grande do Sul, em nível de discriminação esportiva, seja uma estrela afastada das demais constelações, apesar dos seus muitos estádios e alguns de ponta, espera-se esteja entre os escolhidos deste show, pois isto trará lucros certos e vultosos à indústria sem chaminé: o turismo!
Analisando com isenção, é aceitável que este evento tem pontos positivos no seu bojo, como, por exemplo, melhorias infra-estruturais nas cidades-sede dos jogos. Com o advento das transmissões televisivas via satélite a todos os quadrantes da Terra, já há alguns anos, o espetáculo percorre o planeta - à exceção de alguns países onde o absurdo e tacanho vetam o contato com a civilização (!!!).
No nosso caso, o Campeonato Mundial poderá proporcionar, desde logo, novas oportunidades de emprego, pois os polos do espetáculo passarão por algumas metamorfoses. Neste aspecto, o esporte Bretão contribui de forma positiva, principalmente num país onde a realidade é a carência quase generalizada.
Então, venha Copa!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

NOSTALGIA

Alguns não sabem, outros ouviram falar e muitos, talvez, ainda lembram da TV preto e branco, surgida no Brasil na década de 50 e sobrevivendo a meados de 70, quando deu lugar à TV em cores e demais avanços. Pode-se dizer que ela foi a bisavó da TV atual.
Os televisores daquela época funcionavam com parte das peças dependente de aquecimento elétrico (válvulas), cuja durabilidade era limitada. Os aparelhos, à espera do aquecimento total, tinham um retardo considerável até funcionar, mas o ineditismo da tecnologia fascinava a todos, embora houvesse um número restrito de lares onde havia TV. O produto, contudo, popularizou rapidamente.
Na época da P & B, a imagem abaixo marcou. Ela surgia quando a emissora iniciava as transmissões, antecedendo a programação. A propósito, a estação permanecia poucas horas NO AR, tempo este dilatado com o passar dos anos, até chegar às atuais 24h. Podem acreditar, inicialmente havia apenas um CANAL! Imaginem se ainda fosse assim.
A nostálgica e simpática figura abaixo - "carta padrão" - foi utilizada durante longo tempo pela extinta TV Tupi e sua filiada no RS, a pioneira TV Piratini, canal 5. Com ela era possível ajustar os televisores, obtendo melhor visualização e desempenho linear.
A fim de ilustrar disponibilizo a vinheta destinada a anunciar "A PRÓXIMA ATRAÇÃO" daquele canal. Alguém ainda lembra?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

TO BE OR NOT TO BE...

Quantas vezes somos expostos a situações onde o embaraço se sobressai, distorcendo a honorabilidade, a educação, os bons costumes, a integridade, a moral e o caráter, entre outras qualidades (virtudes), se expostos a injúrias, patrocinadas por fatos alheios ao nosso conhecimento, oriundos de anônimos, ou pseudo-desconhecidos, na maioria das vezes ocultados sob o manto da falsidade ideológica, valendo-se dela para despertar uma falsa coragem e, à luz desta, interferir na vida alheia, notadamente quando o bem-estar e a felicidade dos outros parecem incomodar... Tal comportamento é típico de atroz distúrbio mental, do tipo nocivo, mas cientifica ou clinicamente tratável, afinal, aparentemente doentio.Vc já passou por isso? Pois é, certa vez alguém me contou um fato com esta conotação e cujo efeito foi quase desastroso, não fossem a força e a lucidez dos atingidos, ou seja, as vítimas.Não tenho e jamais tive a pretensão de ser um terapeuta, capaz de tratar dessas complexidades patológicas. Todavia, como já enunciavam nossos ancestrais, "de médico e louco todos temos um pouco": assim, ouso dizer que tal postura visa - sem sombra de dúvida - algum objetivo, obviamente obtuso, onde os meios induzem justificarem os fins, ou, até mesmo, o contrário, os fins justificarem os meios...Que me desculpem os leitores, está-se diante de comportamento sórdido, funesto, típico de mente insana ou, quem sabe, em adiantado estado de decomposição: podre, noutras palavras. Narro uma situação corrente, ou seja, do dia-a-dia, a qual pode envolver quaisquer pessoas, cuja arquitetura da maldade tenciona desestruturar até mesmo os mais bem projetados alicerces, a menos que seus construtores tenham luz, energia e amor para impedir tais intenções, barrando o efeito e, pela sorte, a causa, frustrando o criador e criatura. Também já fui alvo de tal situação, mas o maquiavelismo se recolheu à própria insignificância, demonstrando, a curto prazo, fragilidade diante do bem e da decência, binômio que sempre impera, bradando mais alto. Assim, as más intenções - espalhadas pelo mundo e mentes escrementadas, quando enfrentadas com inteligência e lucidez, sempre ficarão às margens da drenagem pública e rejeitadas até mesmo pelos detritos da própria correnteza, não se identificando nem mesmo com estes, isto é, "to be or not bo be"...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

FÉRIAS - FINAL

Segundo dizem, "o que é bom dura pouco", inclusive férias...
Pra encerrar a modesta série ficarão algumas imagens, entre elas a do famoso Castelinho de Imbé. Como a obra é pouco divulgada, nem todos a conhecem, por isso merece ser mostrada, pois o bom gosto do idealizador surpreende e agrada, transportando a imaginação a muitos horizontes, entre eles o de que "juntos vamos contruir um castelo". Confiram, é bonito mesmo. As demais fotos são o resultado da inspiração...

FÉRIAS V

Evidentemente que o mar também fez parte das férias, embora a sujeira da água, confundida com iodo, desestimulava qualquer ensaio de banho, salvo àqueles mais encorajados, hehehe... Todavia, a exceção aconteceu, mas somente num dia. A hospedagem foi numa colônia de férias tranquila, a uma quadra do mar, com acomodação e refeições muito boas. A praia era Albatroz!

FÉRIAS IV




Percorrendo a Estrada do Mar (sul-norte), observa-se a notória diferença social que margeia a rodovia, tal qual o côncavo e o convexo. Nas proximidades de Atlântida, por exemplo, o contraste é gritante. Frente à frente estão plantados os níveis opostos, separados apenas pelo traçado rodoviário e uma intransponível muralha, certamente protegida pela tecnologia, contrariando a idéia medieval. Mas as fotos falam por si...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

FÉRIAS III










Pois é, circulei muito e vi várias coisas. Entre caminhadas à beira-mar e idas e vindas, foi em Atlântida Sul que encontrei uma Livraria itinerante, oriunda de Uberlândia (MG). O mineiro e proprietário Adjair de Faria traça o país conduzindo seu moderno ônibus literário, devidamente adaptado, como mostram os registros.
O empreendimento é dedicado especialmente à literatura Espírita, reunindo "mais de dois mil títulos", os quais ladeiam o corredor do longo veículo, destacando-se a obra completa de Chico Xavier, entre outras. Adjair, dono de simpatia e simplicidade, teve o cuidado de organizar o acervo com esmero, festejando entusiasmado o sucesso, sem perder a humildade.
Ao apresentar a família (fotos), se emociona, mas faz questão de destacar "a hospitalidade e a receptividade do povo gaúcho".

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

FÉRIAS II

"Mil Coisas"...
Sim, foi como batizei a RS 118, estrada de acesso a Gravataí, RS 30, freeway e litoral sul.
O trecho, embora curto - cerca de 18 km, corta Sapucaia do Sul e Esteio, notabilizando-se pelo caótico desfile de tudo (tudo mesmo!), até veículos (!). Eis a razão do apelido. É um tributo à confusão: automóveis (inteiros ou não), caminhões de todos os tipos, inclusive em condições, motos, carroças, bicicletas, cavalos, vacas, cães, gatos, gambás, ratos, homens (muitos cambaleando), mulheres (até aquelas...), crianças sozinhas, enfim, mil coisas.
Conheço o trecho desde criança e como condutor domino-o há mais de 40 anos, acumulando uma relativa experiência, principalmente depois de acessá-lo praticamente todos os finais de semana, o ano inteiro, por ter um imóvel no litoral. Ir por Porto Alegre ou Taquara também são opções, claro.
Aquela RS, no entanto, é um excelente teste ou treinamento à paciência. Mas como o propósito é não deixar o comentário parecido com a "Mil Coisas" e sim prosseguir, então vamos em frente. Depois de vencer a RS 30, passar por Santo Antônio, onde noutros tempos se fazia parada obrigatória, ou tradicional, chega-se a Osório, a terra dos ventos. Lá satisfiz a vontade, "escalando" o Morro das Antenas, onde tudo é maravilhoso, da notável paisagem aos monumentos às telecomunicações, duas coisas que me fascinam.
O acesso é asfaltado e, embora a subida seja íngreme, é tranquilo. Atinge-se o topo em cerca de sete minutos. Quem conhece sabe, a tela é fantástica, especialmente quando a visibilidade está 5 por 5, pois a visão não tem limites e as imagens são realmente hipnóticas e inesquecíveis.
Desta vez os asadeltistas e seus pássaros gigantes não estavam lá.
Não dá vontade de descer o morro, mas nalgum momento...
Como fotos sempre falam mais do que mil palavras, curtam uma a uma.

Não falei?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

FÉRIAS I

Como muitos, também saí após a virada do ano, dando uma esticada ao litoral, permanecendo lá por uma semana, o que - de certa forma - justifica a ausência, apesar de qualquer lanhouse permitir postar aqui. Mas sabem como é, papo pro ar até nisso... Entretanto, a folga permitiu acumular fotos e material para sustentar assuntos por algum tempo, sendo a maioria de pauta branda (ainda bem!).

Para isso, estou retornando à casa, começando esta série intitulada "Férias", numa sequência indeterminada de partes, começando pela óbvia "I" (número romano fica chique, não?).

A maioria sabe, vários caminhos levam às praias do litoral norte. Num estilo saudosista, a opção foi a RS 30, cuja pista está ótima, apesar de sinuosa em boa parte da extensão. Trafegando nesta rodovia é imediata a lembrança dos velhos tempos, quando era a única alternativa de acesso. Os lugares por onde se passa permanecem os mesmos, entre eles Gravataí, Glorinha, Miraguaia (chamada por alguns de Meio do Mundo), Santo Antônio da Patrulha - famosa pelos derivados da cana-de-açúcar - e Osório, notória pelo vento constante, agora com nome próprio: Energia Eólica, cujos cataventos gigantescos impressionam pelo arrojo. É um caminho onde a monotonia dá lugar à paisagem bucólica, numa espécie de desfile da natureza - entre vegetal e animal. Ah, humanos também, suas casas, tendas e fazendas! Entre as vantagens de viajar por ela, destaco o fato de ser praticamente dono na estrada, pois o fluxo é pequeno, comparando à freeway (freeway?).

Claro que nesta despretensiosa série, a ilustração dará brilho extra ao conteúdo, acendendo os recônditos da memória.

Por hoje é só!

sábado, 3 de janeiro de 2009

A corrida!

"Nossa" Câmara de Vereadores reabriu o hipódromo. Verdade, afinal a acirrada disputa pela cobiçadíssima cadeira da presidência equiparou-se a corrida equina, pois houve de tudo, quem sabe até apostas, haja vista alguns investirem todas as fichas - baseados num suposto acordo ou promessa - no afã de ocupar a cadeira máter do legislativo. Um deles, por exemplo, teve rechaçada esta pretensão pelo presidente eleito, o qual, em entrevista a uma emissora, rebateu o comentário do "colega" inconformadamente derrotado, dizendo literalmente que o adversário "não tem acostumado a perder algumas coisas, mas na política é assim, algumas tu ganha, outras tu perde, eu acho ele amadurecer um pouco melhor ele vai saber entender que aqui é Câmara de Vereadores e aqui todo mundo é concorre à vaga de presidente. Vale quem tiver mais corrida chega lá e tem o apoio dos outros...". Esta manifestação totalmente truncada do "chefe", escorrregando no vernáculo, mostra a qualidade do currículo para ocupar a poltrona das poltronas.
Foi dada a largada e eles continuam lá...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sem palavras!

Precisa dizer mais?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009!

O planeta está um ano mais velho, enquanto nossas esperanças foram renovadas.
A cidade se mostra quase vazia, vivendo um clima de feriadão, onde tudo está parado ou devagar. Se pudéssemos vivenciar os demais períodos do ano como o perfil deste dia, sem buzinas, correria, atropelos, ah, que maravilha! O ser humano carece desta calmaria, embora o burburinho apenas mude de lugar, descolando-se, na maioria dos casos, ao litoral. Talvez nem todos sintam a necessidade desta mudança de frequência ou rotação, mas fazendo um balanço do ano que passou, seus calços e percalços, a maioria certamente concorda com a pausa, até porque amanhã tudo recomeça, exceto àqueles que puderam emendar ou usufruir de merecidas e remuneradas férias...

2008 --- 2009

Alguém disse: "faltam só 35 minutos". É assim no mundo inteiro, quando se espera pela meia-noite de 31 de Dezembro ou zero hora do 1° dia do Novo Ano. Embora se repita a cada 365 dias, é sempre mágica a espera pela troca, dando mais um passo rumo ao futuro. A expectativa cresce à medida que diminui a contagem regressiva. Ouvem-se centenas de pipocar aqui, lá ou acolá e vêem-se inúmeros efeitos colorindo como um arco-íris criado pela mão humana, independente do formato diferir do tradicional. São os fogos a riscar o céu, ricos em efeitos brindando os olhos de todos, sejam crianças ou não.

A virada de ano é sempre um marco para todos. Cada um de nós têm um projeto, cabendo à troca do ano alimentar a esperança em momentos ainda melhores. Somos aquilo que projetamos ser, ou seja, aquilo que criamos em nossa mente, para transitar em todos os quadrantes e em quaisquer níveis. As vibrações mágicas da virada de ano estão em nós. Somos, pois, arquitetos da nossa própria trajetória, independente das direções.

Feliz Ano Novo a todos e que possamos somar a energia das preces de cada um, pois com esta união a fé terá realmente força para até mesmo remover montanhas.